Carro criado pelo Google completa trajeto com cego ao volante

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O Google divulgou, no fim de março, um vídeo em que um dos “carros sem motorista” que vêm sendo desenvolvidos pela empresa percorre um trajeto pela cidade de Morgan Hill, na Califórnia, com um cego “ao volante” – na verdade, o carro guiou-se sozinho, seguindo um roteiro pré-definido.

Em acidente envolvendo carro autônomo, culpa foi atribuída ao motorista humano Com o uso de tecnologias de radar, lidar (um sistema semelhante ao radar, mas que usa raios laser em vez de ondas de rádio ou micro-ondas), câmeras de vídeo e acesso aos arquivos do Google Street View e do Google Maps, o carro completou o trajeto com sucesso, passando de modo seguro por esquinas e cruzamentos.

De acordo com nota divulgada pelo Google, este foi apenas mais um teste em mais de 200.000 quilômetros já percorridos por sua frota de carros autônomos. O projeto havia sido anunciado pela companhia em 2010, mas testes vinham sendo realizados há tempos.

Ao decidir investir em carros autônomos, a empresa contratou engenheiros que haviam se destacado nas corridas entre carros-robôs patrocinadas pelo governo americano, por meio das competições conhecidas como Desafios Darpa (sigla da Agência de Projetos Avançados de Defesa, mesmo órgão governamental de onde saiu a internet). O objetivo final da empresa é vender a tecnologia do carro autônomo para a indústria automobilística.

Em nota divulgada quando da apresentação do projeto, em 2010, a companhia disse acreditar que os carros sem motorista “têm o potencial de cortar o número de mortes no trânsito pela metade”, além de reduzir o uso de automóveis, ao estimular as caronas compartilhadas.

A chegada dos carros autônomos ao mercado depende, no entanto, não só da maturação da tecnologia, mas também de avanços nas leis de trânsito,que em geral pressupõem a presença de uma pessoa maior de idade e legalmente responsável por seus atos ao volante.

Estados como Califórnia, Oklahoma, Havaí e Arizona analisam leis regulamentando o automóvel sem motorista Em maio de 2011, o New York Times noticiou que o Google vinha fazendo lobby junto ao legislativo do Estado de Nevada para tentar aprovar dois projetos de lei – um, autorizando o licenciamento de veículos autônomos e outro, isentando as pessoas a bordo desses veículos das penas por “dirigir” falando ao celular ou enviando torpedos.

Em junho, a revista Forbes anunciou que Nevada havia aprovado uma lei ordenando ao Departamento de Trânsito a “adoção de regulamentações para autorizar a operação de veículos autônomos nas autoestradas dentro do Estado”.

No início de março, a agência de notícias financeiras Bloomberg informou que outros Estados, como Califórnia, Oklahoma, Havaí e Arizona também analisavam leis regulamentando o automóvel sem motorista. O autor do projeto de lei na Califórnia, senador estadual Alex Padilla, anunciou a iniciativa numa entrevista coletiva, depois de desembarcar de um carro autônomo do Google.

Google contratou engenheiros que haviam se destacado em competições promovidas por agência militar O primeiro acidente registrado envolvendo um dos carros autônomos do Google ocorreu em agosto do ano passado, quando um dos veículos da companhia colidiu com a traseira de outro carro, provocando um engavetamento de cinco automóveis nas proximidades da sede da empresa.

Na época, um porta-voz da empresa disse que o acidente havia ocorrido enquanto o carro estava sob o controle de um motorista humano.